
Quando o segredo machuca: traições sem toque (Foto: Instagram)
Para muitas pessoas, a traição em um relacionamento amoroso ocorre quando há beijo ou sexo com outra pessoa sem o consentimento de uma das partes envolvidas. A conta parece simples. Contudo, de acordo com a psicóloga, sexóloga e especialista em relações não monogâmicas Marina Rott, existem outros comportamentos, como flertes e troca de mensagens, que também são considerados infidelidade. Muitas vezes, nem é necessário haver contato físico.
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A especialista define a traição como algo que acontece “quando uma pessoa inicia um envolvimento emocional e romântico com alguém fora do acordo, mesmo sem que haja necessariamente contato sexual”.
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Não é necessário que haja sexo para que seja considerado uma “pulada de cerca”. Ela lista cinco comportamentos tão prejudiciais quanto o sexo e o beijo com outra pessoa:
- Flerte prolongado;
- Troca de mensagens secretas;
- Namoro emocional paralelo;
- Desenvolvimento de intimidade afetiva com outra pessoa;
- Criação de uma espécie de “segunda relação” em segredo.
“Isso vale tanto para casais monogâmicos quanto para relações mais abertas ou flexíveis. Se o acordo é de exclusividade, quebrá-lo é traição. No entanto, em qualquer modelo, a mentira e a falta de transparência também podem corroer o vínculo.”
A especialista acredita na teoria de que as pessoas possuem uma orientação relacional, ou seja, “uma forma própria de vivenciar afeto, desejo e exclusividade”.
“Quando alguém insiste em se encaixar à força em um modelo que não condiz com sua forma de amar, o risco de conflito aumenta. E, nesse contexto, a traição pode surgir não apenas como um ato, mas como um sintoma de um relacionamento mal ajustado.”



