Chuva atrasa florada de ipês roxos em Brasília, diz bióloga da UnDF

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Ciclistas passam diante de um ipê-roxo em floração tardia no Plano Piloto de Brasília. (Foto: Instagram)

Diferente do ano anterior, o florescimento dos ipês roxos em Brasília está mais lento este ano. Enquanto em 2025 as primeiras flores surgiram no final de maio, em 2026, as árvores ainda estão hesitantes em junho.

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As chuvas inesperadas deste mês elevaram a umidade para entre 55% e 90%, com temperaturas variando de 16°C a 26°C. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que o sol deve retornar nos próximos dias.

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A Novacap, responsável pelo paisagismo no DF, explica que os ipês costumam florescer durante a seca, de junho a setembro. A sequência normal começa com os ipês-roxos, seguidos pelos amarelos, rosas e brancos.

“A quantidade de flores e o pico de floração dependem do clima e da intensidade da seca”, informou a companhia.

Silimary Gonçalves, bióloga e professora da UnDF, destaca que a floração está ligada à temperatura e umidade. Nos ipês, a reprodução ocorre antes das chuvas para garantir a germinação das sementes em solo úmido.

Ela acrescenta que, se as chuvas forem esporádicas, as árvores podem ajustar o tempo de floração, dependendo de sua resiliência. “A tendência é sincronizar a floração com o período seco.”

Esse atraso pode impactar a fauna local, já que os ipês são polinizados por espécies que evoluíram junto com eles, afetando o ciclo desses animais.

“Herbívoros que dependem dos ipês podem ter suas atividades alteradas para se adaptar a essas mudanças”, conclui a bióloga.

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